JOGO: PARTE 1

Bem... Uma ideia um tanto quanto antiga minha, e também um tanto quanto relutante à morte, é fazer um jogo. Simples né ? De maneira alguma. Depois de varias tentativas com vários colegas, acabávamos desistindo. Também, era obvio que um grupo de 6 garotos de 12 anos nas costas, que mal sabiam o que era programação, design, ou sequer tinham alguma ideia de como botar o jogo em realidade, usando uma das engines mais completas e fortes da época (A CryEngine, que para quem desconhece o nome, foi a engine em que foi desenvolvido o jogo Crysis [2 e 3] e o jogo FarCry 3.) não iria prosperar, ainda mais um FPS com historia boa, design bom, sons bons, gráficos bons, e com um multiplayer bom.
Como já disse aqui, essa ideia se deu por morta depois de algum tempo. Mas o jogo não saia da minha cabeça, deve ser porque desde pequeno eu apreciei os video-games, não somente o jogo em si, mas toda a magica por trás dele: A construção dos personagens, o design, o HUD, a historia e principalmente a PROGRAMAÇÃO, que veio a ser meu foco numa equipe de robótica que ainda participo (Isso é matéria pro outro post!).
Depois de um bom tempo, eu e mais uns outros colegas, decidimos fazer um grupo para focar nos projetos de ciência, robótica, física e etc. E adivinhem... Um dos primeiros projetos foi o que ? Fazer um jogo. Dessa vez tínhamos tudo para dar certo: Três programadores que "Manjavam" do C++, que querendo ou não aceitar, se parece com C#, uma das linguagens mais usadas para a programação de jogos, alguém que realmente sabia escrever uma história boa, fazendo o texto ficar coeso, e por fim, um cara que tinha uma mesa digital e que gostava e pretendia cursar a área de Design Gráfico. Poderia não ser a melhor equipe, mas os elementos básicos para se construir um jogo, nós tínhamos. Citando também que, com o passar do tempo, a utopia de fazer um jogo sem gastar nada, que parecesse com uma mega-produção da Ubisoft, da EA ou da SquareEnix saiu da cabeça, junto com a ideia de "Fazer um jogo por diversão". E por fim parecia que o projeto ia começar a criar pernas. A história tinha ficado legal, mas mesmo com o amadurecimento em relação a dificuldade do projeto, uma coisa não amadureceu: a nossa experiencia em desenvolver jogos. Pois querendo ou não, eu e os outros dois programadores nunca tínhamos lido a documentação da Unity (Que foi a engine escolhida da vez), ou sequer o designer tinha feito algum projeto com "X" estilo escolhido. E por fim, a história que acabou por desandar. (Vou poupar vocês de ler mais um punhados de ideias de jogos fracassados e resumir: NENHUM DEU CERTO!)

Mas, como o nome desse blog é: "Parindo Ideias", decidi retomar essa ideia, porém fazendo a coisa certa, sem envolver muitas pessoas na produção, sem esperar muito de uma ideia que ainda nem sequer se tornou realidade, e sem querer fazer as coisas correndo, como se eu já tivesse uma grande experiencia por programar meia-duzia de linhas de código em C++. E principalmente, o meu intuito aqui, é compartilhar meu projeto com vocês, mostrar meu trabalho, mesmo não sendo o melhor, ou mesmo não podendo ser considerado um "Trabalho".
Por fim, vou resumir um pouco da minha ideia e passar um pouco do "Novo" projeto para vocês:
Minha ideia nesse projeto é contar uma parábola, uma cronica Mitológica (agradeço ao meu amado professor de Historia e Filosofia por me fazer apaixonado por essas histórias). Cronica essa, a qual teria a influencia de metáforas, partes da realidade, história, e a própria filosofia.


PREFACIO:
Na antiga Grécia, à qual os deuses consideravam “A época dourada da humanidade”, onde o bem e o mal estavam em equilíbrio, um, no meio de tantos mortais se destacava por sua sádica astucia! Recebera o nome de Maphis. Ao nascer, sua mãe exausta do parto, enrolou-o no manto e, de tamanho cansaço, deixou-se dominar por Hipnos, deus do sono eterno, e assim, sua essência se esvaeceu deste mundo, deixando apenas um sucessor. Em quanto ao pai ? Nada se sabia, nem sequer o nome, idade ou cidadania, porém, rezam as lendas, que condenado à morte ele foi, e por covardia, ou por amor a Perséfone (Não se sabe ao certo), deste mundo desapareceu, sendo achado em um rio, flutuando porém, com um vazio no lugar da alma.
Maphis porém, fora acolhido por Pã, que ensinou-lhe que o árduo esforço se fazia necessário para a sobrevivência, e assim, fora crescendo. Pã, que havia percebido em si mesma grande carisma pelo menino, uma hora, tivera que o deixar, já que ele não mais entendia-a. E assim o garoto, um tanto quanto crescido, que beirava la seus quatorze invernos, passou a ser ensinado por Ártemis, a deusa virgem da caça e da luta. Essa, por sua vez, ensinou-o a usar o arco. Maphis porém, nunca havia sentido um pingo ou uma gota sequer de alegria, crescia frio, incrédulo ao futuro, não aceitava sequer o próprio destino, também não acreditava que teria um, afinal, nunca fora amado por ninguém, e ainda, pelo pecado da própria vida, fora condenado como assassino de sua mãe. E assim, tudo o que sentia dentro de si, era dominado por Éris, pouco a pouco...
Porém, por estar sempre vigiado pelos deuses, Ares, o deus da guerra, vendo nele uma oportunidade de alongar seus poderes na forma de um mortal aparece a Maphis por meio de uma escritura cravada numa grandiosa rocha (que era onde Maphis se abrigava, pois, como era de se esperar, não possuía uma morada fixa). Nessa rocha encravada, uma mensagem era passada:


“Além da escuridão
Há algo mais profundo
Minha personificação
Pois essa, que jazia esquecida
Agora clama
Clama por libertação…”

OBS***
Não sei se conseguiram perceber através do texto, ou pelo menos a partir deste fragmento que mostrei, mas, quando cito Pã, quero dizer que ele foi acolhido e criado pela própria natureza, e assim aprendeu a sobreviver, a caçar e etc. Já quando falo que ela teve que o abandonar, quero dizer que, por necessidade, o ser humano é um animal social. Ou seja, buscou livrar-se daquela solidão.
Porém, como trato de uma cronica fantasiosa, mitológica, associei essa criação a uma deusa, com o intuito de agregar elementos fantasiosos na história. Assim como, do mesmo modo cito Hipnos, o deus do sono eterno, Perséfone e etc.

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