JOGO: PARTE 2
CAPITULO 1: TRAIÇÃO
-Por que fizestes isto Ares? Sabes que estás proibido de interferir no plano mortal! Não me provoque a ira! Pois esta, não hesitaras em te castigar! Incrédulo e confiante, não repitas este erro se quiseres continuar em Olimpo!
-Sabe muito bem que não lhe obedeço as suas ordens Pai! Reina no que é teu, não governe onde não tens poder! Sabe mais ainda que o garoto acabaria por fim, dado como morto e indo parar nas mãos de Hades! Por que me repreendes ?
(Hera entra no palácio)
-Se me permite. Qual o motivo da discussão ?
-Teu filho, Ares, está para ser castigado por interferir no reino dos mortais, e por comunicar-se diretamente com um deles!
-O que acabaras de fazer, meu filho ?
-Ele acaba de deixar uma mensagem encravada numa pedra para um mortal, aquele que Pã vem observando desde muito tempo.
-Não te preocupes marido, me de até o amanhecer e este erro estará desfeito! E que não te interfiras mais Ares, lembra-te perfeitamente do exato momento que teu pai transformou-lhe no deus da guerra! Como se já não tivesse o suficiente. Para mandar-lhe para o mundo dos mortais sem teus poderes, nada lhe custaria!
-Sim minha senhora!
-Retire-se daqui e chame Hermes!
-Farei tua vontade
(Ares se retira, e após algum tempo entra Hermes, com sua armadura reluzente, suas asas translucidas e seu elmo dourado com uma penugem na ponta)
-Se me permite Zeus: O que desejas minha senhora ?
-Preciso que chame Ártemis, tenho assuntos a tratar com ela!
(Hermes reverencia com a cabeça e num movimento de bater de asas desaparece em meio as nuvens.
Uma luz amarelada se forma ao meio do palácio de Olimpo, ao mesmo tempo em que Ártemis aparece numa vestimenta totalmente branca).
-Sobre o que desejava tratar, minha mãe e senhora ?
-Ares interferiu no mundo dos mortais mais uma vez, preciso que corrija seu rude erro.
-Estou à disposição
-Desça até o menino que Pã obtivera o costume de observar e cuidar, vá até a rocha onde ele repousa e desfaça a escritura de Ares. Por favor, não insista em falhar.
-Estou a caminho! Se me da licença.
-Toda, vá minha filha, e desfaça o erro de seu irmão!
(Ártemis se vira após a reverencia e vai em direção ao portão de olimpo, logo após passar por ele, se esvaece no ar, como uma nuvem.)
Após a chegada no mundo dos mortais, Ártemis procura pelo garoto, vagando pela floresta.
Ao encontra-lo dormindo sob uma arvore, que claramente possuía um pouco mais de poder (Por conta de Pã e seu amor pelo garoto talvez), avistou uma enorme rocha, onde nela estava encravado uma antiga runa ao lado de um poema. Ártemis, sem pensar duas vezes, passa sua mão sobre a escritura, que num piscar de olhos, se ilumina num grande clarão de luz e desaparece sem deixar um rastro sequer sobre a pedra. Porém, ao virar para trás, encontra a ilustre presença de Ares:
-Vejo que conseguiu encontrar o garoto Ártemis
-O que faz aqui Ares ? Se bem me lembro meu irmão fora proibido de interferir no mundo dos mortais.
-Não vim aqui para interferir no mundo dos mortais irmã…
(Após isso, uma luz roxa começa a brilhar da mão ao antebraço de Ares, que se aproxima de Ártemis, e sem pensar duas vezes lhe atravessa o peito e vai embora sem dizer uma sequer palavra. Ártemis, sem tempo de reação, como uma ultima tentativa de não falhar em sua missão, se dirige ao garoto cambaleando em meio a chuva que acabara de começar, e ali mesmo iluminando sua mão sobre a testa do garoto, numa tentativa de deixar registrado nele tudo o que acabara de contestar, junto de seus poderes cai desmaiada)
CAPITULO 2: SONHO
Para Maphis agora, tudo o que existia era luz. Não sabia onde estava, olhava de um lado para o outro, observando o nada. Nem sequer seus rudes pés sentiam o chão, era como se, por si só estivesse flutuando, porém não caia, parecia que a gravidade ainda lhe atingia, e não sabia como, mas era barrado por um chão invisível e intocável.
Abismado por não saber sequer onde estava, Maphis, buscando alguma direção, vagou durante ao que lhe pareciam horas, mas sem resposta. Até que, não se sabe bem porque, por força de vontade ou por acaso. Avistava, ao fundo daquela imensidão branca, uma moça, tão clara quanto. Seus cabelos refletiam toda aquela imensidão num dourado que lembrara-lhe ouro, e, em sua mão, segurava um bastão.
Maphis, na esperança de ter achado uma saída daquele lugar, sem pensar duas vezes, discursa em alto e bom som (Era a primeira vez que abrira a boca desde que chegara ali!):
-O que fazes aqui ? Quem és tu?
Porém a mulher, nada lhe respondeu…
Aos poucos, se aproximando da figura, começa a ficar em duvida da própria decisão, e pensa consigo mesmo se é melhor dar meia volta. Afinal, tudo aquilo se parecia muito com um sonho, e pensava quase em voz alta:
-Onde será que estou ? Não consigo me lembrar sequer como cheguei aqui! Deve ser algum sonho, mas se esse for o caso, por que não me dei por acordado ainda ?
Ao se aproximar da moça, se deparava com uma figura tão imóvel como uma estatueta de pedra, porém, tinha certeza de que ela vivia. Então, num súbito e repentino movimento a estatua deixa escorrer uma gota de sangue do seu peito, e com uma lagrima nos olhos diz:
-Você sabe como chegar lá! Angustiava-te pois não tinha destino, agora recebera um dos mais importantes dentre os mortais. Sabes como chegar lá!
Ao termino dessa frase, Maphis, ainda assustado pelo o que acabara de ouvir, percebera o local todo se escurecer, era como se caisse, mas não via o fim, a mulher, num piscar de olhos se tornou um feixe de luz, que num clarão só, desapareceu.
Maphis acorda assustado e ofegante e se da conta que a mesma mulher que avistara em seu sono jazia ao seu lado, porém notara algo peculiar, o vestido que vestia no sonho, tão branco como as nuvens, se encontrava repleto de um escuro vermelho. Não havia duvida, era sangue.
Ao levantar-se num pulo e dar com as costas na pedra, percebera que a lua fizera algo refletir em suas mãos: Um pequeno frasco com uma tampa de ouro, contendo não mais que uma gota.
Maphis não conseguindo abrir o frasco, e ainda perdido com a situação que acabara de viver, olhava em volta, procurava aqui e ali, lá e acola o responsável pelo tão cruel crime. Não estava sem palavras pelo o que acabara de ver, pelo menos não pelo corpo que estava caído ao seu lado. Por ser criado na floresta, não era a primeira vez que presenciava, de perto ou de longe, a morte de alguém. Mas não conseguia entender o sonho, perguntava-se a si mesmo se fora real, ou se não passara de uma ilusão.
Sem mais conseguir dormir ou sequer permanecer ali, Maphis parte para a densa selva, em procura de algo que não se fazia totalmente claro em sua cabeça…
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